Empresas começam 2026 com o desafio de se adaptar às novas regras da reforma tributária
Economia — O ano de 2026 marca o início da fase de transição da reforma tributária. Empresas de diferentes setores precisam se adequar às novas exigências do sistema, que introduz o IVA Dual e substitui gradualmente cinco tributos atuais.
O que muda em 2026
A Receita Federal classificou 2026 como um “ano de testes”. Apesar disso, não se trata de uma simulação: haverá movimentação financeira real, emissão de notas fiscais com novos campos e ajustes em sistemas internos. O objetivo é preparar empresas, produtores rurais, importadores e até pessoas físicas para a substituição definitiva de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.
Desafios para as empresas
As companhias precisam investir em tecnologia e treinamento para adequar sistemas de faturamento e contabilidade. A adaptação envolve custos adicionais e exige acompanhamento constante das regulamentações. Pequenas e médias empresas enfrentam maior dificuldade para absorver as mudanças sem comprometer suas operações.
“Não é apenas uma questão de atualizar softwares. É uma mudança cultural na forma de lidar com tributos”, afirmou um consultor tributário.
Impacto no ambiente de negócios
A reforma busca simplificar a cobrança de impostos e reduzir a complexidade do sistema atual. Especialistas acreditam que, a longo prazo, haverá maior segurança jurídica e competitividade. No curto prazo, porém, o cenário é de incerteza e necessidade de adaptação rápida.
“O IVA Dual deve trazer transparência e previsibilidade, mas o período de transição será desafiador”, disse um economista.
Perspectivas até 2033
A transição vai até 2033, quando o IVA Dual estará plenamente em vigor. Até lá, empresas terão de conviver com a coexistência de tributos antigos e novos, exigindo planejamento tributário detalhado. O Comitê Gestor do IBS e da CBS será responsável por coordenar a implementação e garantir uniformidade entre estados e municípios.
