Calor de 35,9°C em São Paulo marca um dos maiores extremos climáticos da década
A temperatura de 35,9°C registrada em São Paulo consolidou-se como um dos eventos climáticos mais extremos da última década, quebrando o recorde histórico para dezembro e evidenciando a intensificação das ondas de calor.
O dado reforça alertas feitos por centros de pesquisa climática sobre a maior frequência de eventos extremos em grandes centros urbanos.
Recordes que se acumulam
O recorde anterior para dezembro havia sido estabelecido há quase três décadas. O fato de ser superado em um ano já marcado por altas temperaturas reforça a tendência de aquecimento contínuo.
“Não se trata de um evento isolado, mas de uma sequência de episódios que revelam um novo padrão climático”, analisa o climatologista Eduardo Ramos.
Urbanização e efeito ilha de calor
Especialistas destacam que a urbanização intensa contribui para o fenômeno da ilha de calor, no qual áreas com grande concentração de concreto e asfalto retêm mais calor.
Infraestrutura urbana sob pressão
O aumento da temperatura pressiona sistemas de energia, transporte e saúde, além de afetar a qualidade de vida nas regiões mais densamente povoadas.
O que esperar dos próximos verões
Projeções indicam que episódios semelhantes podem se tornar mais frequentes, exigindo planejamento urbano e políticas públicas voltadas à adaptação climática.
