Irã sobe o tom, ameaça atacar bases e navios dos EUA e acende alerta máximo de guerra no Oriente Médio

Irã sobe o tom, ameaça atacar bases e navios dos EUA e acende alerta máximo de guerra no Oriente Médio

O Oriente Médio voltou a entrar em estado de alerta máximo. Em um discurso carregado de ameaças e tom beligerante, o Irã afirmou que não hesitará em atacar bases militares e navios de guerra dos Estados Unidos caso Washington avance com qualquer ação militar contra o país.

A declaração foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, que deixou claro que o Irã está preparado para um confronto direto. “Se os Estados Unidos cometerem qualquer agressão, todas as suas bases na região e os territórios ocupados pelo regime sionista se tornarão alvos legítimos”, disparou.

Ameaça explícita e recado sem rodeios

O pronunciamento, transmitido por canais estatais iranianos, foi interpretado por analistas como um recado direto à Casa Branca. Segundo Qalibaf, a resposta iraniana não será simbólica nem limitada. “Navios americanos, instalações militares e qualquer presença hostil na região estarão sob ataque”, afirmou.

A fala elevou o nível de tensão em países que abrigam tropas dos EUA, como Iraque, Síria, Bahrein, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos, reacendendo temores de um efeito dominó militar em toda a região.

Capacidade de ataque em várias frentes

Autoridades iranianas sustentam que o país dispõe de um arsenal capaz de atingir alvos estratégicos a longas distâncias, incluindo mísseis balísticos, drones de alta precisão e forças aliadas espalhadas pelo Oriente Médio.

Nos bastidores, especialistas alertam que um ataque iraniano poderia envolver também grupos aliados no Líbano, na Síria, no Iraque e no Iêmen, ampliando drasticamente o alcance do conflito.

Trump avalia opções e crise interna pressiona Teerã

O endurecimento do discurso ocorre em meio a informações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria avaliando cenários de resposta militar ao Irã, após semanas de repressão violenta a protestos internos.

Organizações de direitos humanos relatam centenas de mortos e milhares de presos, enquanto o governo iraniano acusa Washington e Israel de fomentarem a instabilidade no país.

Estamos sob ataque em todas as frentes — econômica, política e psicológica — e responderemos com força”, afirmou Qalibaf, reforçando a narrativa de cerco externo.

Israel entra na mira e tensão se amplia

Israel foi citado repetidamente no discurso como um possível participante indireto do conflito. O parlamentar afirmou que qualquer ação coordenada entre EUA e Israel será tratada como uma agressão conjunta, o que justificaria uma reação ainda mais ampla.

Analistas veem a retórica como uma tentativa de impedir ataques preventivos contra instalações nucleares iranianas, um tema sensível que volta e meia ganha força em Tel Aviv.

Petróleo, mercados e medo global

O risco de guerra já provoca apreensão nos mercados internacionais. Um conflito direto poderia impactar o fornecimento global de petróleo, especialmente se o Irã decidir agir no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.

Em outras ocasiões, Teerã já deixou claro que não descarta fechar ou restringir a navegação na região em caso de ataque.

“Se a guerra vier, responderemos”, diz Irã

Encerrando o discurso, Qalibaf afirmou que o Irã não busca uma guerra aberta, mas avisou que não aceitará ameaças nem pressões militares. “Se a guerra nos for imposta, a resposta será dura, rápida e decisiva”, concluiu.

Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente, mas fontes do governo americano afirmam que a situação está sendo monitorada minuto a minuto.

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By Portal Globo

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